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Facility de Investimentos Sustentáveis e Banco da Amazônia anunciam fundo com a Global Citizen para agricultura regenerativa
Captação deve chegar a US$ 25 milhões com objetivo de combater a pobreza com a industrialização de cadeias produtivas na Amazônia

Lançada há um ano como spin-off do Instituto Amazônia+21 (IAMZ+21), a Facility de Investimentos Sustentáveis (FAIS) se junta ao Banco da Amazônia e à Global Citizen para anunciar o Fundo Rural+Verde, iniciativa voltada à mobilização de capital catalítico para fortalecer cadeias produtivas sustentáveis e ampliar a inclusão produtiva na Amazônia Legal.
Estruturado via mecanismos de blended finance, o fundo tem como objetivo apoiar na industrialização de cadeias produtivas amazônicas e ampliar acesso ao crédito para produtores historicamente excluídos do sistema formal. A estrutura de composição e a mobilização de capital será conduzida pela FAIS, em articulação com a Global Citizen, incluindo a mobilização de potenciais investidores e parceiros internacionais.
Inicialmente, o Banco da Amazônia se compromete a entrar como cotista âncora, com recursos na ordem de US$ 2 milhões. O fundo tem a meta de captar US$ 25 milhões.
“A Instituição tem no seu DNA o compromisso com o desenvolvimento sustentável da região. Ao ancorar esse fundo, damos um passo decisivo para conectar pequenos produtores a uma nova lógica de financiamento, que reconhece a floresta em pé como ativo econômico e coloca a Amazônia no centro das soluções globais para o clima e a produção de alimentos”, explica Luiz Lessa, presidente do Banco da Amazônia.
Lessa lembrou ainda que, durante a COP30, ano passado em Belém, o Banco anunciou um compromisso de R$ 500 milhões para ancorar três novos Fundos de Investimento ESG até o final de 2026.
“Estamos estruturando um mecanismo capaz de conectar capital a soluções concretas na Amazônia. O desafio não é a falta de projetos, mas a ausência de instrumentos que permitam financiá-los com escala, coordenação e segurança. A Amazônia produz riqueza há séculos, mas continua exportando valor e importando pobreza. O fundo nasce para enfrentar essa desconexão, começando por quem mais precisa: o pequeno produtor”, afirma Marcelo Thomé, presidente do Instituto Amazônia+21, iniciativa vinculada à Confederação Nacional da Indústria (CNI).
“Gerar renda para comunidades e produtores em toda a Amazônia está no centro das conversas entre a Global Citizen e o Instituto Amazônia+21. O acesso a financiamento, assistência técnica e mercados continua sendo uma das maiores barreiras para ampliar, em escala, as atividades econômicas sustentáveis na região. Renovamos nossa colaboração mantendo o foco na construção de caminhos economicamente viáveis para a região, focados em transformar esse compromisso em resultados concretos”, afirma Michael Sheldrick, CEO e cofundador da Global Citizen.
Acesso ao crédito e industrialização beneficiarão estados da Amazônia Legal
A iniciativa está associada ao programa Rural+Verde, desenhado pelo Instituto Amazônia+21 para enfrentar um dos principais entraves ao desenvolvimento sustentável da região: a dificuldade histórica de transformar iniciativas socioambientais em ativos estruturados, financiáveis e capazes de atrair capital em escala.
A proposta busca ampliar o acesso ao crédito para pequenos produtores rurais, criando condições para estimular cadeias da bioeconomia, fortalecer a agregação de valor local e impulsionar a industrialização sustentável da produção amazônica. Embora a agricultura familiar responda por cerca de 74% dos empregos rurais da Amazônia Legal, apenas 3% dos agricultores familiares tiveram acesso a crédito subsidiado, segundo os levantamentos mais recentes.
A operação terá como foco os estados da Amazônia Legal, região prioritária de atuação do IAMZ+21. A iniciativa está alinhada ao propósito institucional de estruturar soluções que ampliem o acesso a financiamento e viabilizem o desenvolvimento sustentável na região.
“Ao estruturar ativos sustentáveis e conectá-los ao capital, o fundo fortalece seu papel como plataforma de originação de investimentos com potencial de escala”, complementa Marcelo Thomé.
O lançamento em parceria com a Global Citizen amplia a visibilidade internacional da iniciativa e fortalece o posicionamento da Amazônia como agenda estratégica de desenvolvimento econômico sustentável.
Sobre o Instituto Amazônia+21
O Instituto Amazônia+21 é uma iniciativa da CNI e das Federações da Indústria da Amazônia Legal. A organização atua como hub entre capital e território, estruturando negócios sustentáveis, reduzindo riscos e atraindo investimentos em escala por meio da Facility de Investimentos Sustentáveis (FAIS). Com base em ciência, dados e governança, impulsiona cadeias da economia verde que geram emprego, renda e qualidade de vida, tendo a floresta em pé como ativo produtivo.
Sobre a FAIS — Facility de Investimentos Sustentáveis
A Facility de Investimentos Sustentáveis (FAIS) é uma spin-off do Instituto Amazônia+21, criada para estruturar e direcionar capital para projetos sustentáveis na Amazônia e em outros biomas brasileiros. Com abordagem inovadora, integra capital, território e indústria para viabilizar negócios verdes consistentes e escaláveis. Ao reduzir riscos e estruturar ativos financiáveis, conecta investidores a oportunidades qualificadas e impulsiona iniciativas que conciliam retorno financeiro, geração de renda e conservação ambiental.
Sobre o Banco da Amazônia
O Banco da Amazônia é uma instituição financeira pública federal com atuação estratégica no desenvolvimento da Região Norte do Brasil. Com mais de 80 anos de história, exerce papel central como agente de fomento, operando políticas públicas e oferecendo soluções financeiras que impulsionam o crescimento sustentável, a inclusão produtiva e a geração de oportunidades na Amazônia Legal. Com presença capilar na região e olhar atento às demandas contemporâneas, o Banco da Amazônia fortalece conexões entre capital, inovação e sustentabilidade, contribuindo para posicionar a Amazônia como território estratégico para o Brasil e para o mundo.